12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico

2-Nov-2017

 

 

A Bienal tem sido, desde sua primeira edição em 1992, a grande celebração do Design Gráfico Brasileiro. Ao longo de mais de 20 anos, reuniu e expôs aproximadamente 3.000 projetos gráficos para um público estimado em quase 300.000 pessoas de 50 países.

Suas dez primeiras edições foram feitas na cidade de São Paulo, sendo a décima primeira no Rio de Janeiro e a décima segunda, em 2017, em Brasília, no ano da comemoração de 25 anos de existência da Bienal.

 

Nesta 12ª edição, o evento contou com um juri formado por 97 profissionais de diferentes gerações, de 12 Estados brasileiros e o Distrito Federal e 23 países dos cinco continentes, analisou 1391 inscrições e selecionou 500 projetos. Dentre eles, o nosso projeto editorial acadêmico, intitulado "Só o erro tem vez", que conta a história e o processo de desenvolvimento do nosso banco Marcas.

 

Em um cenário onde o design prende-se a métodos e processos preestabelecidos para o desenvolvimento de projetos, este trabalho gráfico experimental pega a contramão e decide se aventurar em um experimentalismo desregrado.

 

Trata-se de um documento experimental e provocativo que transita entre elementos analógicos e digitais, controle e descontrole, criando composições para valorizar, no documento escrito, o uso de materiais inusitados do produto final. Uma colcha de retalhos processuais e fragmentos fotográficos. Um processo de desconstrução com apelo multi-sensorial, sem desenhos, sem tradicionalismos, focado nas eventualidades que nos cercam diariamente e nos fragmentos formadores de nossas identidades. A união entre todas essas características cria um produto carregado de histórias, de marcas, de acasos que, por sua vez, criam um método próprio. O livro busca instigar o processo de design fora de limites e padrões metodológicos projetuais, subvertendo-os e criando novos métodos a partir de eventualidades e descontroles. O resultado é um experimentalismo marginal, que nos tira da reta comedida e sistemática e nos guia ao desenvolvimento poético latente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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